segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Tipos de parto e o momento certo do bebê nascer


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Vivian Scaggiante/Cena do documentário "O Renascimento do Parto"
Mães e médicos evitam partos em feriados e outras datas, ignorando a importância de esperar que o bebê defina a hora ideal de vir ao mundo.
Se fosse possível escapar de fazer aniversário em determinada época do ano, qual seria a mais evitada? Os pequenos provavelmente indicariam o Natal ou o Dia das Crianças para não passar pela frustração de ganhar apenas um presente para duas celebrações distintas. Pois esse que poderia ser um simples exercício de imaginação pode estar influenciando as mães a decidirem a melhor ocasião para a chegada de seus bebês — assim como superstições ou escolha do signo da criança —, semanas antes de eles darem os primeiros sinais de que estão prontos para vir ao mundo.

A conclusão é de um estudo feito na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, por Alexandre Chiavegatto Filho, hoje pós-doutorando na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Ao analisar quase 2 milhões de nascimentos na capital paulista na última década, ele percebeu que um dos dias prediletos seria o Internacional da Mulher, 8 de março. Já Natal e Ano-Novo são os mais rejeitados, assim como Finados, em 2 de novembro. Essas datas renegadas registram média de 360 partos cada uma, ante os cerca de 529 dos outros dias do ano. O pesquisador vê duas razões por trás dessa tendência: os pais não querem o aniversário do novo membro relacionado a uma ocasião negativa (caso do Dia dos Mortos) e têm certa resistência a passar feriados inteiros no hospital.

A palavra final é do bebê
A ideia de que a conveniência interfere na decisão de agendar o final da gravidez ganha força ao se constatar que, entre 2001 e 2010, houve queda de 10,2% no número de mulheres que dão à luz aos domingos — dias considerados de folga. "As cesáreas permitem essas manipulações na data", observa Alexandre Chiavegatto. "Só que, em troca da comodidade para a família, a criança pode nascer prematura", alerta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o trabalho de parto de baixo risco é feito entre 37 e 42 semanas de gestação. Mas isso não quer dizer que toda criança esteja preparada para deixar o ventre materno antes dos últimos dias desse período mais seguro. "Cada uma evolui em um ritmo", lembra Julio Elito Junior, professor do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo. O médico explica que os pulmões, por exemplo, completam o desenvolvimento nos últimos dias de gestação — aguardá-los é vital para evitar desconforto respiratório. "O momento certo é decidido pelo bebê. Quando seu corpo inteiro estiver maduro, ele dará o aviso de que está pronto para sair", resume o obstetra.

A recomendação da própria OMS é que a cesárea não ultrapasse 15% do total de partos. "Afinal, essa é uma operação de grande porte, na qual são abertas sete camadas do abdômen da mulher", pondera João Steibel, representante da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Ele ressalta ainda que, embora não seja alta a probabilidade de infecção, se isso ocorre, ela costuma ser mais grave quando há cirurgia do que no processo natural. "O procedimento cirúrgico é um ótimo recurso. Mas é preciso ter uma causa justa, como o surgimento de algum risco à saúde do bebê ou da mãe", completa.

No Brasil, na contramão do que preconiza a OMS, a taxa de cesáreas chega a 52% dos casos. "A situação é ainda mais alarmante nos hospitais particulares, onde esse índice oscila entre 80 e 90%", afirma Maria do Carmo Leal, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz. A discrepância seria explicada pelo fato de os especialistas da rede privada serem pagos por ato médico. Ou seja: quanto maior o número de partos realizados, maior a remuneração.

Curiosamente, um estudo com gestantes do estado do Rio de Janeiro, sob responsabilidade de Maria do Carmo, mostra que, no início da gravidez, 70% das mulheres diziam preferir ter o filho sem a necessidade de cirurgia, porém 90% acabaram se submetendo a ela. "Medo das dores e desinformação por parte das mães existe, mas não podemos ignorar a má qualificação de alguns profissionais de saúde", critica a autora.

Para Alberto Zaconeta, professor do Departamento de Obstetrícia da Universidade de Brasília - UnB e membro da Comissão de Alto Risco da Febrasgo, há no Brasil um pensamento equivocado de que a via de parto varia de acordo com a preferência da gestante, quando, na verdade, a cesárea só deveria ocorrer se o parto normal não for possível, "como uma cirurgia salvadora, protegendo o bem-estar físico da mãe e do bebê". Ele acredita que as cesarianas só irão diminuir quando as mulheres e os hospitais mudarem a mentalidade. "O nosso modelo de pré-natal e parto com o mesmo médico não favorece a realização do parto normal. Hospitais da rede pública e suplementar precisam adotar um modelo que dê estrutura para o acompanhamento da paciente durante todo o trabalho de parto". Segundo o especialista, se as gestantes fossem assistidas por um grupo de médicos ao longo da gestação — como o que ocorre fora do Brasil —, elas teriam a confiança de que seriam atendidas com o mesmo carinho e cuidado no momento do parto, independentemente do obstetra que estivesse à disposição.

"Dar à luz é uma experiência única e individualizada", reforça Daphne Rattner, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília e presidente da organização Rede pela Humanização do Parto e Nascimento. "Para as mães, chegar informada ao hospital é uma forma de pressionar por mudanças", ela defende.

Momento de decisão
Entenda como as formas de nascimento interferem, de modo geral, na saúde e no bem-estar da mãe e do bebê:

Normal
Duração: de seis a 12 horas. A mãe é monitorada pela equipe regularmente.
Internação: cerca de 48 horas. A mulher fica em observação para flagrar sangramento.
Dores depois: no máximo, pode haver desconforto ao se sentar.
Risco de infecção: baixo. Se ocorrer, será externa, relativamente fácil de contornar.
E o bebê: expele líquido do pulmão e não há problemas para respirar.

Cesárea
Duração: de uma a duas horas. A gestante é sedada e vai para a sala de cirurgia.
Internação: cerca de 72 horas. O corte no abdômen requer repouso e cuidados extras.
Dores depois: dificuldade ao andar. As dores na região do corte persistem por dias.
Risco de infecção: baixo. Mas, se ocorre, pode ser interna, com risco à vida da mãe.
E o bebê: o líquido precisa ser aspirado. Se isso não dá certo, ele é entubado.

Momento do parto
O corpo da mãe e o do bebê estão em sintonia e dão início a um trabalho fisiológico expulsivo, que pode levar 12 horas. Confira abaixo como isso acontece:

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

1 Semana de Gestação – Gravidez semana a semana

A primeira semana de gravidez significa um dos momentos mais emocionantes, especiais e únicos na vida da mulher. Ainda que esta não seja uma gestação planejada ou esperada; com o passar dos dias que transformam-se em semanas; a gestante começa a ter conhecimento da transformação de seu corpo e percepção da vida que toma forma em seu ventre; criando assim um vínculo emocional e prazer com a experiência vivenciada. O resultado, não raro e nem surpreendente, é a constatação de uma das maiores realizações que alguém pode ter a benção de vivenciar. É também um momento único, onde mãe, pai, familiares e amigos reúnem-se e emanam boas vibrações. É um daqueles poucos momentos mágicos na vida do ser humano onde, por mais indesejada ou despreparados que encontre-se o casal envolvido, há uma enorme vibração positiva. É certamente um momento de diversas dúvidas, medo, angústias e ansiedade pelo novo ser que virá ao mundo; mas nada se compara ao grande prazer de gerar um ser humano. Aproveite o seu momento. A primeira semana de gestação, ainda que não descoberta no tempo correto ou um pouco mais tarde (como geralmente ocorre) não incomum é identificada pela futura mamãe. Não é surpreendente o relato de gestantes que afirmaram reconhecer em seu corpo sinais de uma gravidez ou algo tão especial dentro de si. Mito ou ilusão, a primeira semana de gravidez é isto mesmo; um momento ímpar e mágico do início da concepção.
http://www.semanaasemana.com.br/wp-content/uploads/2010/05/1-semana-gravidez.jpgÉ a partir deste momento que você pode começar a contar as semanas de sua gravidez. Lembre-se: a contagem começa a partir do seu último período menstrual.

Alterações em seu corpo

Durante a gestação há de manter-se hábitos saudáveis; é imprescindível um planejamento alimentar que vise não só a boa alimentação; como reposição de vitaminas, aminoácidos e complementos fundamentais para o corpo da gestante e do feto em crescimento. Assim há a garantia de que o bebê crescerá saudável; e a futura mamãe não venha a acarretar algum distúrbio como anemia. Os problemas acarretados pela deficiência alimentar, por dietas descabidas ou pela falta de ingestão de aminoácidos fundamentais para o organismo é algo preocupante e de imprescíndivel observação. Muitas grávidas e seus conjuges deixam-se levar ou por desatenção ou por falta de responsabilidade, colocando a própria vida e a do feto em risco. Esta é uma realidade muito mais comum do que imagina-se, infelizmente. As consequências de uma má alimentação pode ser severa; em casos raros quase irremediáveis. Por isso é recomendável – independente desta ser ou não uma gravidez planejada anteriormente na fase de concepção – que toda gestante planeje a gravidez,ou seja as etapas e cada semana da gestação. Assim ela estará beneficiando não só o bebê como a sí própria. Para tanto, nós que desejamos ser o seu parceiro neste sublime momento de sua vida, planejamos uma listinha importantíssima do que uma gestante deve ou não fazer durante a gravidez. Acompanhe com atenção:
  • Evite o álcool, drogas e produtos provenientes do tabaco. Essas substâncias podem causar problemas simples como roubar os nutrientes do corpo; como acarretar disfunções sérias e irremediáveis como problemas na hora do nascimento; síndrome fetal, problemas respiratórios, distúrbios cognitivos no bebê e outros diversos e severos problemas de saúde. Não é o indicado menos ainda resolve alguma coisa. Existem outras formas de controlar a ansiedade e mesmo livrar-se de velhos hábitos, como por exemplo a terapia de florais. A gravidez pode servir de combustível e pontapé inicial para livrar-se definitivamente do uso do cigarro, por exemplo. Pense nisto e corra para longes deste venenos da gestação.
  • Converse com o seu médico e o mantenha informado sobre quaisquer soluções medicamentosas que você esteja tomando. O seu médico deve ser seu melhor amigo e por isso é fundamental que ele tenha todo o conhecimento do que você anda preescrevendo ou ingerindo, até mesmo para montar um panorama de sua saúde. Isto em algumas situações especiais quando, ou em caso de ocorrer algum imprevisto, o médico saberá exatamente as causas e motivos caso os riscos envolvam algum medicamento. Tome precauções especiais com todo e qualquer medicamento, pois muitos deles podem afetar negativamente a saúde do bebê. Se por um lado é necessário manter-se em alerta e agir com adequação a situação quando o assunto são os medicamentos fazer exatamente o contrário não é a melhor saída. Muitas vezes a gestante precisa dos remédios sazonalmente ou mesmo diariamente para sanar algum distúrbio ou problema de saúde. Se gravidez não costuma combinar com remédios, Entretanto, não é por causa dela que se deve parar de tomar medicamentos importantes ou necessários. Sempre antes de quaisquer atitudes consulte o seu médico, pois só ele – e melhor do que ninguém – saberá informar para você sobre os riscos inerentes.
  • Matenha uma dieta que estabeleça a quantidade adequada de vitaminas; em especial o o ácido fólico. As mulheres que estão tentando engravidar devem tomar 400 mg de ácido fólico por dia. A ingestão adequada deste nutriente, além de ser benéfico à saúde do bebê também reduz o risco de defeitos do tubo neural. Lembre-se de certificar-se com o seu médico especialista sobre a ingestação do ácido fólico enquanto estiver tentando engravidar.
Bem-vinda a sua primeira semana de gravidez. A viagem será mágica!